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- Comunicamos. a todos estudantes, que já começaram as confirmações de matricúlas e as mesmas vão de 02 à 20.02, boa continuação do dia. Comunicado 0012 de 20 Jan 2023
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Comunicados
Queimadas e Incêndios Florestais (QIF)
Licenciatura | Engenharia Florestal | 3º ano | Iº Semestre
Docente(s): Isaú Alfredo Bernardo Quissindo.
DEI: Gestão e Transformação de Produtos Florestais
- Corga horária: 75 horas
- Idioma: Portugues
Descrição
Estado: Activa
Tipo: Obrigatória
Natureza: Nuclear
Objectivos
Geral
Analisar o comportamento do fogo nas massas florestais, as causas e os efeitos do fogo e os meios e estratégias de luta contra o fogo.
Conhecer as dinâmicas do fogo e da floresta, como também as ferramentas de prevenção e luta contra incêndios, proteger o recurso florestal.
Específicos
Desenvolver habilidades para o correcto desempenho da sua profissão, de forma a potenciar o trabalho em grupo e sua segurança na tomada de decisões.
Dispor os fundamentos e bases científicas da ciência e ecologia do fogo, assim como: os métodos de predição do comportamento do fogo, avaliação das condições de perigo, aplicação de programas de prevenção e desenvolvimento de estratégias para a incorporação de procedimentos de defesa das áreas florestais contra o fogo desordenado e/ou incontrolado.
Resultados esperados e competências
Espera-se que no final do semestre os estudantes adquiram conhecimentos básicos sobre o comportamento do fogo, as ferramentas de prevenção e as estratégias de defesa contra incêndios florestais, de modo a estarem preparados para assegurar a protecção dos recursos florestais.
Além disso, o estudante estará apto a visualizar, baixar e analisar dados geoespacias referentes aos incêndios florestais ocorridos no mundo, no continente, no país ou num ponto concrecto deste.
Modo de trabalho:Presencial e semi-presencial
Pré-requisitos: conhecimentos de Mesologia, Ecologia, Silvicultura e Física (termodinâmica).
Co-requisitos: conhecimentos de Pedologia, Mesologia e Educação Ambiental.
Programa Analítico
I. INTRODUÇÃO E BASES
1. Introdução, Conceitos e Definições
1.1. Princípios da combustão e propagação dos incêndios florestais
1.2. Factores que influem na propagação e classificação dos incêndios
1.3. O papel do engenheiro florestal na detecção, controle e extinção de incêndios florestais
II. DETECÇÃO E MEDIÇÃO DE INCÊNDIOS FLORESTAIS
2. Métodos de Detecção de Incêndios Florestais
2.1. Os métodos de detecção de incêndios florestais
3. Métodos de Estimação/Medição e Avaliação de Áreas Afectadas por Incêndios Florestais
3.1. Métodos para determinar perímetros e superfícies afectadas por incêndios florestais
III. SISTEMAS DE TRANSMISSÃO DA INFORMAÇÃO
4. Os Sistemas de Transmissão da Informação na Rede de Defesa contra os Incêndios Florestais
4.1. A rede de radiocomunicações nos incêndios florestais
4.2. Sistemas para a transmissão de dados e imagens
5. Organização de um Sistema de Controlo e Extinção de Incêndios Florestais
5.1. Estrutura organizacional de um sistema para o combate de incêndios florestais
IV. MÉTODOS DE EXTINÇÃO DE INCÊNDIOS FLORESTAIS
6. Métodos de Controlo e Extinção de Incêndios Florestais
6.1. Fases dos trabalhos de controlo e extinção de incêndios florestais
6.2. Métodos de combate dos incêndios florestais
7. Administração da Posição de Controlo e Procedimento para a Elaboração dos Planos de Ataque
7.1. Organização e operação da posição de controlo avançado para o combate dos incêndios florestais
7.2. Elaboração de planos de ataque
7.3. A organização territorial da defesa contra os fogos de floresta: Os centros de defesa florestal - aplicação para Angola
V. EQUIPAMENTOS PARA A EXTINÇÃO DE INCÊNDIOS FLORESTAIS
8. Equipamento Pessoal e Meios/Material de Uso Manual
8.1. Equipamento de protecção pessoal e manuais
8.2. O uso da água no combate terrestre dos incêndios florestais
9. Meios/Materiais Terrestres e Aéreos
9.1. Maquinaria pesada. Veículos especiais para a extinção de incêndios florestais
9.2. Meios aéreos na extinção de incêndios florestais
10. Emprego de Produtos Químicos na Redução da Velocidade da Combustão
10.1. O uso de retardantes da velocidade de propagação do fogo
VI. SEGURANÇA NOS TRABALHOS DE EXTINÇÃO DE FOGOS FLORESTAIS
11. Segurança Pessoal Nos Trabalhos de Extinção
11.1. A segurança pessoal na extinção de incêndios florestais
11.2. O perfil do trabalhador para a extinção de incêndios florestais. Aptidão física
11.3. Programa de treinamento em extinção de incêndios
VII. NORMAS LEGAIS NA EXTINÇÃO DE INCÊNDIOS FLORESTAIS
12. Normas Legais nos Trabalhos de Extinção de Incêndios Florestais
12.1. Normativo legal nos trabalhos de extinção de incêndios florestais
Bibliografia
BATISTA, Antonio Cartos. Detecção de incêndios florestais por satélites. Floresta, v. 34, n. 2, 2004.
FERREIRA-LEITE, Flora et al. Grandes incêndios florestais em Portugal Continental como resultado das perturbações nos regimes de fogo no mundo mediterraneo. Silva Lusitana, v. 21, n. ESPECIAL, p. 127-142, 2013.
GANERI, Anita. (2015). Nature's Fury: Forest Fire! Reino Unido: Encyclopaedia Britannica, Incorporated. ISBN: 9781625133274.
LOURENÇO, Luciano. Aspectos sócio-económicos dos incêndios florestais em Portugal. Biblos (Coimbra), v. 67, p. 373, 1991.
NHONGO, Eufrasio Joao Sozinho. Estudo sobre incêndios florestais na Floresta de Miombo Reserva do Niassa-Moçambique, com base em dados de sensoriamento remoto. 2019.
OMI, Philip N. (2005). Forest fires: a reference handbook. Reino Unido: Bloomsbury Academic. ISBN: 9781851094387.
PEREIRA, José Miguel Cardoso et al. Alguns conceitos básicos sobre os fogos rurais em Portugal. Incêndios florestais em Portugal: caracterização, impactes e prevenção, p. 133-161, 2006.
QUISSINDO, Isaú Alfredo Bernardo. Estimación del comportamiento del fuego en quemada controlada en la Hacienda Experimental de Ngongoinga (Huambo, Angola. Ojeando la Agenda, n. 54, p. 5, 2018.
REBELO, Fernando. Florestas e grandes incêndios florestais no mundo. Territorium, n. 3, p. 5-10, 1996.
SANTOS, Juliana Ferreira; SOARES, Ronaldo Viana; BATISTA, Antonio Carlos. Perfil dos incêndios florestais no Brasil em áreas protegidas no período de 1998 a 2002. Floresta, v. 36, n. 1, 2006.
SETZER, Alberto W.; FERREIRA, Nelson J. (2022). Queimadas e incêndios florestais: mediante monitoramento orbital. Oficina de Textos. eISBN: 978-65-86235-46-3.
SILVA, Joaquim Sande; FERREIRA, António; SEQUEIRA, Eugénio. Depois do fogo. Proteger a floresta: Incêndios, pragas e doenças. Coleção Árvores e Florestas de Portugal, v. 8, p. 93-128, 2007.
SOARES, Ronaldo Viana. Ocorrência de incêndios em povoamentos florestais. Floresta, v. 22, n. 1/2, 1992.
LEI DE BASES DAS FLORESTAS E FAUNA SELVAGEM - Lei nº 6/17 de 24 de Janeiro.
LEI DE BASES DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO – Lei nº 15/05 de 07 de Dezembro.
Método de ensino e actividade de aprendizagem
Tomando como base o regime académico da instituição espera-se ministrar esta cadeira da seguinte maneira:
Aulas expositivas (teóricas) e audiovisuais;
Aulas de consulta (na internet) em bases de dados geoespacias para visualização de zonas (local ou mundial) afectadas por incêndios;
Aulas práticas: utilização de dados e software SIG para realização de casos de estudos sobre queimadas e incêndios florestais.
Métodos de avaliação
De forma contínua e sistemática espera-se realizar avaliações nos seguintes moldes:
Actividades práticas: visualização de incêndios florestais em visores web; baixar dados e processar os mesmos para elaboração de mapas de zonas afectadas por incêndios;
Trabalho/s de pesquisa/s bibliográfica/s e/ou relatório/s de prática/s;
Duas provas parcelares: avaliar o conhecimento teórico adquirido;
Um exame final.
Critérios para obtenção de acesso ao exame
A média das frequências (1ª e 2ª Prova Parcelar e Práticas, Avaliações e Seminários) deve ser igual ou superior a 7 valores.
Nota: A média das duas provas parcelares tem um peso de 70% e das práticas, avaliações e seminários 30%.
Fórmula de cálculos da classificação final
Classificação final (CF) = Média da frequência x 0,60 + Nota do Exame x 0,40
A aprovação à disciplina requer a obtenção de uma CF igual ou superior a 9,5 valores.
Nota: A dispensa ao exame será a critério do docente e só poderão dispensar aqueles estudantes que cumprirem com os seguintes critérios: até 75% de assiduidade, entrega de todos os trabalhos e média da frequência igual ou superior a 14 valores.